18/12/2009

Sugestões para o próximo final de semana

Para os que ainda não programaram nada para o final de semana e buscam uma coisa diferente, recomendo duas coisas. Uma boa e outra ruim. A primeira é a exposição O Pequeno Príncipe na Oca, a outra o filme 2012.

Eu recomendo a exposição do Pequeno Príncipe na Oca. Pessoalmente quando fui, voltei a ser criança! Ir à exposição acompanhado por algumas delas deve ser muito mais divertido, pois tudo foi montado especialmente para elas. A exposição é um mundo mágico completo. Lá a gente fica sabendo um pouco mais sobre o escritor do livro, Antoine de Saint-Exupéry, as frases e vê de perto as aquarelas do autor. Depois podemos deitar, ou brincar de pega-pega, como as crianças, no planeta do Pequeno Príncipe. A exposição está no Parque Ibirapuera, na Oca – der. Este é o último final de semana da exposição, então, para os interessados, não tem muito tempo para pensar vou, não vou.

Não recomendo o filme 2012. Se você está querendo levar a gatinha para ver esse filme, escolha outro. Não gostei porque o filme poderia falar muito sobre as verdadeiras razões para temermos a chegada deste ano, mas fixou somente em mostrar como o mundo vai acabar: com todos os grandes pontos históricos detonados. A família protagonista consegue chegar na China, do outro lado do mundo, mesmo com todos os impecilhos, do tipo passar com o avião entre dois prédios que estão caindo. Hmm.. Praticamente um Duro de Matar. O filme é tão surreal que chega a ser bizarro. Porém, os efeitos especiais são ótimos – pelo menos nisso o filme mandou bem.

Bom, de repente você não goste da exposição do Pequeno Príncipe, de repente você goste de 2012. Fazer o que? A crítica é sempre uma opinião de gosto. E gosto não se discute, não é mesmo?

03/12/2009

Avenida Paulista: Detalhes que ninguém contou

Tem dias que eu tenho vontade de dar a melhor das minhas gargalhadas por serem tão contrastantes as coisas que vejo na Paulista. Passo diariamente na mais famosa Avenida de São Paulo, porque trabalho lá. E não tem um dia que não vejo uma cena que se transforme em um motivo para ter vontade de rir ou comentar com alguém – aí está o problema de estar sozinha nessas horas.

Essa semana mesmo, saí do prédio em que trabalho e segui em frente até a Avenida Nove de Julho para pegar meu amado ônibus que me leva até em casa. No primeiro quarteirão que atravesso, passei pela frente do Banco Itaú e vi um menino de uns 20 e poucos anos, vestindo jeans e uma camisa xadrez descolada, beijando loucamente uma japonesa de uns 30 anos, vestindo um conjunto social azul claro. Parecia o estagiário pegando a chefe escondido do Presidente da empresa. Era um fogo tão imenso, que se explicaria melhor com “O amor é o fogo que arde sem se ver”, se bem que aquele estava bem a flor da pele e a vista de quem quisesse ver.

Continuei pelo meu caminho rotineiro, desviando das pessoas porque o tumulto que é aquela avenida só não é pior do que a 25 de março na época do Natal. Fui atravessar a próxima rua e quando olho para o lado, para ver se não vinha carro, vejo uma mulher - que aqui eu deveria ter a tratado como senhora- que vestia o melhor do seu look estilo Rock’n Roll dos anos passados. Cabelos compridos e negros, óculos escuros estilo Jonh Lennon, roupas e coturno preto. Fiquei com vontade de avisá-la que ele errou de época. Mas, na Paulista tem de tudo. Cada um com seu estilo.

No quarteirão seguinte, ahh.. O quarteirão seguinte é a minha tentação! É perfumado pelo hipnotizante cheiro da pipoca doce do tiozinho. De dois em dois reais ele acabou com o meu misero salário de estagiária. É meramente impossível passar por ali e não pedir: A de dois reais, por favor. Até chegar ao ponto de que tive que prometer para mim mesma que não iria mais comer. Implantei o pensamento: Engorda e me deixa pobre! Engorda e me deixa pobre! Engorda e me deixa pobre! No início ia do escritório até depois do carrinho da pipoca pensando isso. Hoje me sinto menos hipnotizada, mas o cheiro, hmmm.... Que maravilha irresistível que é.

É São Paulo tem de tudo e é na Paulista que todo mundo se mistura. É bom pra rir e acabar com o preconceito. E eu, segui o meu caminho até o ponto de ônibus, durante quase duas horas até a minha casa. Por fim, em casa, para contar tudo isso para a família e acabar com a ansiedade de querer falar disso para alguém.