27/12/2010

Considerações finais

E então o ano está no fim. Mais um deles, e de novo, aquela sensação de angústia de quem se despede das conquistas, das dificuldades, dos erros e dos acertos. Porque agora fazem parte da memória, são classificados em outro tempo “do ano passado” ou daqui um tempo maior “em 2010”. O ano em que todas as vezes que era necessário escrever dois mil e dez eu lia “vinte-dez”. Que coisa besta. Mas o besta está acabando.

O ano besta teve muita coisa. Teve TPM logo na queima de fogos, desentendimento com a família toda e com a amiga de infância. O que, por incrível que pareça, não estragou o ano todo, só fortaleceu as relações aqui ditas. Depois teve a volta da grande amiga (e irmã) da faculdade, quantas saudades matadas em um abraço. Parece até que naquele singelo gesto sabia que a gente tinha muito para viver em vinte-dez.

Em seguida teve aniversário e carnaval, namorado e solteirice, teve sofrimento. Mas para ocupar a mente e acabar com essa coisa que me faz mal, teve TCC, provas, amigas, baladas e gente nova na minha vida. Teve Ouro Preto. Teve pré-banca, férias, Rio de Janeiro, praia, medo de escuro, tequila, peça de teatro, e boa companhia. Teve aquele tanto de gente que eu já sabia que era importante para mim, mas que nesse ano, parece que tomaram uma fórmula que as fizeram maiores e tiveram destaque fundamental em cada dia desse ano.

Teve também aquele tanto de gente que eu valorizava demais, mas não tinha retorno. E não pelo orgulho, nem pela frustração, mas sim pelo desapego, eu resolvi mudar por vocês. E se hoje estes a quem eu muito valorizava sentem minha falta, olhem bem... Eu mudei! Me gastei demais, hoje me sinto mais leve. E se deseja minha atenção de volta, ou mesmo minhas sinceridades ditas e concluídas com um “com todo o meu amor”, me procure.

Em vinte-dez teve uma frase marcante, dita por um conhecido, que era desconhecido, mas hoje tem minha atenção, minha curiosidade e já a minha admiração. E a frase foi: Olhe bem ao seu redor. E não é que acertou? Olhei e tenho me dado bem. Agradeço a você que me arrancou sorrisos, suspiros, reflexões, simpatia, abraços e a descoberta de coisas que eu nem sabia que sabia ou pensava.

Nesse ano teve também muita risada. Risada dos erros, dos acertos, das alegrias, das emoções, e da simples vontade de rir. “Que foi, Lelê?” – “Nada, só deu vontade de rir”. E teve choro de alegria, choro de desespero, choro de raiva, choro de saudades, choro que no final tinha um abraço e um sorriso que me levavam a sorrir, e em poucos minutos a gargalhar de mim mesma.

Teve coração gelado, coração quente, sangue frio, sangue quente. Sangue nos olhos para conquistar e vencer. E hoje eu digo com o orgulho que me cabe que EU VENCI. Mas ressalto, que se não fosse cada pessoa pensada nessa conclusão final, eu não conseguiria. Eu agradeço.

E se para vinte-dez o que ficou foi CONQUISTA, planejo para vinte-onze AUDÁCIA.

13/12/2010

Dal’Jovem sem segredo

Letícia põe as cartas na mesa. Conheça um pouco mais da estudante de jornalismo Letícia Dal’Jovem

Ela é jovem até no sobrenome e confessa que já está cansada da piada “você nunca ficará velha”. Letícia Dal’Jovem, hoje com 21 anos tem alguns sonhos, mas muito medo de não conseguir realizá-los. Ela acredita que essa vontade de controlar o futuro seja mania de paulista. Apesar de ser ‘paulista da gema’, Letícia confessa que se sente também mineira. “Meus avós são do norte de Minas Gerais, eu sou apaixonada pelo estado e pelo típico arroz e feijão acompanhados por angu e couve, e muitas pessoas me perguntam se sou do interior, porque tenho o hábito de ‘falar exprimidm’, como os mineiros”.

Sua repulsa por salto alto e cor de rosa, combinados com sua praticidade racional a fazem pensar que ela deveria ter nascido homem. “Mas se eu fosse homem seria gay, porque mulher inventa cada coisa – e sei bem porque crio absurdos na minha mente”, ironiza. Por contradição, ela afirma que á primeira vista aparenta ser ‘chatinha’, mas quando a intimidade toma partido, a gargalhada faz parte da conversa. Sim, ela é engraçada e é raro vê-la de mau humor (mas também não queira).


Paixões


Sem pensar duas vezes ela responde: família, escotismo, teatro e jornalismo, e logo justifica cada uma das opções. “A família é a minha base. Meu colo para chorar e minha companhia para rir. Com eles não tempo ruim, aliás, só tem tempo bom. Fui escoteira durante 8 anos, e lá aprendi a ser responsável, a amar a natureza, a ter atenção com o próximo, a trabalhar em equipe”. Foi no movimento escoteiro que ela viveu grandes aventuras, amores de adolescência, e cativou as verdadeiras amizades, que se orgulha em dizer que conhece pessoas há 11 anos. Ela deixou o escotismo para fazer teatro. “Quando comecei, há 4 anos, tinha a intenção de agregar os aprendizados desta arte com a minha profissão”. Mas hoje ela percebe que o teatro a ajudou conhecer a si mesma, a explorar suas qualidades, e a reverter seus defeitos.

“O jornalismo está em mim. Confesso que cai na faculdade de pára-quedas, com a intenção de seguir a área de jornalismo da moda, mas meu mundo cresceu e minha intenção é viver o resto dos meus dias profissionais em redação de revista”.

Atualmente Letícia faz estágio na revista Baby & Cia, voltada para gestantes e mamães, e é apaixonada pelo que faz. “Escrever para estas mulheres é fantástico, elas são apaixonadas por seus filhos – como toda boa mãe – e receber o retorno delas, elogiando uma matéria da revista, ou mesmo pedindo para que seu filhote participe da publicação, é encantador, o que me move a fazer a revista com cada vez mais amor”, conta.

A jovem jornalista afirma que as vivencias jornalísticas que já teve (estagiou em assessoria de imprensa duas vezes, uma vez em revista, e participou de uma expedição na Amazônia com a equipe da Record) foram cruciais para provar que estava no caminho certo. “Faço meus trabalhos da faculdade ou do estágio com muito prazer. Já fiquei sobrecarregada algumas vezes, mas em momento nenhum desisti. Mesmo na hora do corre-corre do fechamento da revista pensei em desistir, pelo contrário, a correria me encanta”, pois é, cada louco com a sua mania.

Mais tarde Lelê, como gosta de ser chamada, afirma que também ama fotografias, doce, dormir, ler, viajar, frio e bebidas quentes no inverno. “Eu dispenso o calor. Mas por contradição sou apaixonada pelo Rio de Janeiro”, conclui.


Sonhos e planos


São simples, porém grandiosos. “Quero passar uma temporada nos Estados Unidos, para aperfeiçoar meu inglês, outra na Itália, degustando da boa comida e aprendendo a língua. E também para aproveitar e conhecer as redondezas”. Depois quero me fixar no Brasil, trabalhar o suficiente para manter uma vida confortável. E com tudo realizado, ela pretende casar e ter três filhos, mas tem tempo até lá.

FIM


Obs.: Sabe aquele texto que vc faz para concorrer a vaga de emprego dos sonhos? É esse ai. Tinha que falar de mim mesma e pq escolhi Jor.

24/11/2010

Descriminação às magras

Estou revoltada! (pra variar) Me cansei de sofrer preconceito por ser magra. É isso mesmo! No mínimo você, desfavorecida de corpo, deve estar pensando “ai que maldita, olha que escroto o que ela tá escrevendo!”. Mas olha o preconceito, olha bem! Engana-se e muito a mulher que diz “ai, mas você não tem do que reclamar com esse corpão”. Minha filha, começa exatamente na sua inveja o meu direito de reclamar. Que culpa tenho eu se a genética me favoreceu e me fez miúda nos ossos, me deu escassez de carne, e metabolismo acelerado? Porque uma coisa é certa: eu não faço dieta, eu não faço exercício, eu não fico com vontade de comer gordura.

Se você não está satisfeita com o seu corpo não me culpe dizendo que se as magras não existissem você seria feliz. Aceite como você é, valorize-se, e me deixa! Desde que entrei para a idade em que os quilinhos importam escuto a frase: você tem sorte, é magra, não pode reclamar. Não posso ousar reclamar que uma roupa me deixa gorda, muito menos que a calça 36 deixou de me servir quando tinha 15 anos, não posso dizer que me frustro em saber que o manequim 40 é grande demais e o 38 pequeno demais. Não posso dizer que comi horrores no sábado, porque depois tenho que ouvir “ah, mas você pode”. E eu me sinto mal sim quando as minhas roupas não servem nas amigas ou na minha irmã por serem pequenas demais. EUNÃO TENHO CULPA! O último absurdo que ouvi foi “ah, finalmente ouvi uma magra dizendo que não gosta de calor”. Aloooow, não é porque eu sou magra que tenho que ser piriguete.

E depois o governo inventa vagas obrigatórias para os obesos, como se só eles fossem desfavorecidos. Quantas vezes já não percebi que as pessoas deixam de se aproximarem de mim porque sou magra? Ou você acha que é muito gostoso perceber que todos os homens sem escrúpulos do mundo te secam da cabeça aos pés? Ou você acha que é muito gostoso ter que vestir sempre roupas discretas, para evitar que te olhem mais ainda?! Ou você acha que gosto de ser sempre o centro das atenções? Ou você acha que eu sou feliz em perceber que os homens só me paqueram porque querem apreciar com suas próprias mãos o tamanho da minha bunda e a espessura da minha cintura? Ou você acha que eu gosto de sempre ser o modelo de corpo perfeito? OLHA BEM, EU SOU FLÁCIDA! FIQUE FELIZ COM ISSO!

Por Deus, quem foi que disse que ser magra é ter o corpo perfeito? Conheço gordinhas muito mais ativas e saudáveis do que eu, alias, sou o exemplo perfeito de decadência. Não se espelhe em mim, minha filha! Não queira a minha cinturinha! Porque valorizar tanto o corpo? Na realidade somos todos iguais, temos os mesmos órgãos vitais que realizam as mesmas atividades, como a mesma quantidade, se não mais, que muitas mulheres com mais peso do que eu, e minha gente, se eu sou como sou não é porque me esforço para assim ser, é simplesmente porque sou.

Então, queridas gordinhas, parem de se preocupar com a loucura pela magreza. Busquem apenas manterem-se saudáveis, o que na maioria das vezes quando se preocupa demais em atingir o estereótipo perfeito do corpo não acontece. Se auto-valorizem! Amem a si mesmas, procurem roupas que vistam bem, mantenham-se simplesmente belas. Porque como dizia Vinicius de Moraes “As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”, e gente, beleza não é sinônimo de magreza, mas de saúde. Ter saúde é se cuidar.

E ai de quem vier dizer: Ah, mas pra você é fácil falar, você é magra! Parem de me invejar e vamos por fim nessa putaria de achar que toda magra se acha, toda magra é metida, toda magra tem sorte, toda magra não pode reclamar, toda magra pode comer horrores, toda magra tem que comer pouco, toda magra pode tudo. Toda mulher bem resolvida com si mesma pode tudo, essa é a real.

23/10/2010

Rede de imposições

Essa semana notei a obrigatoriedade de dizer que todas as redes sociais impõe a nós, usuários. Todas elas nos suplicam sutilmente contar o que tem acontecido nos nossos dias, como estamos nos sentindo, e todos os detalhes que, por hábito ou influência, acabamos contando. O resultado é a sociedade alienada que se sente obrigada a contar para o Twitter o que está acontecendo.

Note bem, o Facebook questiona “No que você está pensando”, o Twitter, como já dito, pergunta “What’s happening”, o MSN pede para “Compartilhar uma mensagem rápida”, e o Orkut – preferência nacional – diz “Defina seu status aqui”. Status? Que status? Segundo o dicionário Houssais, status é a situação, o estado e a qualidade que alguém se encontra em determinado momento. E então você acessa o seu Orkut e diz “to na bad hoje, galera”. Galera, que galera? Quantos amigos seus responderam a isso ou procuraram você para saber as razões da sua tristeza? Nenhum, não é mesmo!? Deve ser porque você contou isso para o Orkut, porque foi ele que te perguntou.

O vício do Twitter te faz pensar nele o dia tudo. Cada momento do seu dia se resume em um relato de 140 caractéres, uau, isso que eu chamo de conseguir vencer a luta de infomação x espaço. O mesmo acontece com o Facebook, e em ambas as redes você espera que alguém te responda, curta ou comente.

As redes sociais são tão ditadoras que até eu entrei na dança, mas fui mais gentil, afinal meu amado blog se chama EU QUERO QUE VOCÊ LEIA, não “É PRA LER JÁ”, porque se ele tivesse o segundo nome, com certeza bombaria, porque a gente responde positivamente às imposições. Aproveitando a deixa do “JÁ”, sugerido como nome do blog ditador, ressalto a mensagem do MSN “Compartilhar mensagem rápida”, e depois reclamam que estamos sempre com pressa. E se eu quiser escrever uma mensagem lenta, como faz?

Mais distantes do vício das redes sociais, temos o hábito das SMS. Praticas e instantâneas, ideais para mandar na frente do chefe, no cinema, ou na balada – onde você não vai ouvir que o outro diz. Mas acaba que de repente tudo é motivo para mandar SMS, nem se paquera mais pelo telefone, agora é tudo na base da mensagem de texto.

O próximo passo será inventar “terapia online”, em que a psicóloga terá a mesma voz de GPS, frases como “o que você quer dizer com isso” serão gravadas, e aí sim você não precisará mais sair de casa para nada. Poderá contar os fatos para nossos amigos Twitter e Facebook, definir sua qualidade do momento para o Orkut, e dizer tudo isso em poucas palavras no Orkut. E se nenhum amigo de carne responder aos seus apelos, acesse o site da terapia online.

E só para não perder o hábito, vou postar no Twitter e no Facebook que o que eu estou fazendo agora é escrever para o meu blog, dizer o nome do novo post, colocar o link e escrever em maiúsculas: EU QUERO QUE VOCÊ LEIA.

17/10/2010

5 vezes Lelê, agora por mim mesma

Adoro adaptar o título das coisas. Hoje tive essa inspiração do “5 vezes Lelê” (mesmo sem ter assistido ao filme “5 vezes favela, agora por nós mesmos”), e tive a inspiração no sofá – que novidade. É, novidade porque, as coisas mais geniais que eu já pensei foram durante o banho. O chuveiro me inspira.

E aí, tive a brilhante ideia de falar sobre as cinco versões que existem de mim mesma, e que, confesso, vou pensar enquanto escrevo, porque não sei de cinco versões minhas. Ou pelo menos não sei se sei. Confuso. E outra, quem é que está interessado em saber de mim? De qualquer maneira, preciso questionar: será que dá pra ser cinco em uma?

1 – A Lelê: engraçadinha, sempre bem humorada, com uma piada pronta, ou gargalhadas espontâneas que sempre fazem o outro rir mais. Para os mais atentos, notam uma parte da “Letícia” no meu eu “Lelê”: um tanto quanto observadora e reservada.

2 – A Letícia: Revolta pra que? Para dizer que o meu eu Letícia existe. Essa parte de mim detesta coisas incoerentes, embora também as cometa (cometa de cometer, não do ônibus de viagem), tem vontade de organizar manifestos, de mudar o mundo, de passar a borracha e fazer de novo tudo o que acha de errado. É sustentável, correta, justa, mas não deixa de pecar com seus equívocos.

3 – Filhinha da mamãe: sim, eu sou mimada, mas quem não é? Bom, quem não sabe o que está perdendo. Certa vez cheguei em casa com uma vontade incontrolável de almoçar batatas fritas, pedi para a mãe com jeitinho e ela fez, juro que não acreditei que ela faria. Outro dia pedi para minha irmã me trazer um presente, e ela me trouxe um chocolate. Sobre o meu pai, basta o fato dele me levar até a faculdade, me buscar no teatro, me emprestar R$20 no fim do mês para o bilhete único, e assim vai... Sou mimada e não abro mão.

4 – Jornalista: Lembra do comercial do Estadão da “cara de conteúdo”? Pois é, sou eu fantasiada na minha profissão (quando faltam 2 meses para você se formar, você já se considera uma profissional, com todo direito). Eu me sinto inteligente enquanto produzo conteúdo jornalístico, porque sei que alguém no mundo vai ler aquilo e será informado, e para tal, você tem que saber o mínimo. E mais importante do que inflar o ego é sentir prazer no que faz. Eu realmente gosto da área que escolhi, apesar do diploma, atualmente, ser dispensável.

5 – Meu eu equilibrado: ah, com certeza a parte que mais gosto de mim. Tal perfil aparece vez ou outra, quando estou longe da TPM e a fim de me melhorar (tudo em prol da evolução). Nos dias de equilíbrio aproveito bem o tempo, mantenho a postura correto, visto roupas confortáveis, não me preocupo com a vaidade, até porque eu normalmente acho que quando estou serena, estou naturalmente bela (e não foi mamãe quem disse). Nesses períodos, não me incomodo com os pagodes que minha irmã escuta (eca), me dedico a preces carregadas de fé, e suplico a Deus que me ajude a permanecer por muito tempo neste estado de espírito.

Enfim, tenho cinco de mim, e elas se relacionam. A “Letícia” e a “Lelê” estão juntas sempre, a alegria percebe os detalhes, que percebe as inconformidades. As duas juntas captam o jornalismo, cria pautas, ineditismo e libera a mente para buscar a tal da relevância. O mimo já é hábito, faz de mim quem sou, e sem dúvidas que o pouco de doçura que me cabe vem daí. O equilíbrio une todas as características, balanceando qual sentimento, qual atitude é necessária em situações diversas. E ai vai... Pelo menos é assim que me vejo, pois como dizem caráter é o que você é, enquanto a reputação é o que os outros pensam de você.

11/10/2010

Teoria de Lelê

Sexo é igual cocô, quando você faz se sente aliviado

Por mim

04/10/2010

Maldita TPM

Não a revista feminina, mas o estado de espírito mensal que todas as mulheres vivem da adolescência até a fase em que se torna falta de etiqueta perguntar a nossa idade. Que saco! Adoro ser mulher, mas como odeio a tal da TPM. Você, gata, garota, me diga: tem coisa pior?

E por incrível que pareça, o universo conspira contra nós neste abençoado período. De repente na mesma semana em que estamos inchadas, que comemos chocolate compulsivamente, que choramos por qualquer besteirinha e que conseguimos ser, ao mesmo tempo, delicadas e grossas, tudo acontece. Seu chefe te pede 30 coisas para o segundo seguinte. Seu melhor amigo homem, que em minha opinião é o melhor equilíbrio das mulheres na TPM, está absurdamente ocupado. Sua melhor amiga não percebe que você está de TPM e ai vocês brigam. E você descobre que aqueeeeele carinha está namorando.

De repente você precisa dizer (para seu melhor amigo homem, que não é gay) que está tudo dando errado, e que para ajudar você está de TPM, logo não consegue administrar todas as informações e arrumar solução para tudo ao mesmo tempo. Então, a solução mais fácil é chorar. Bem, chorar não é uma solução, é um desabafo. Mas para as mulheres em TPM ajuda muito quando falta o chocolate em qualquer forma e cor.

Mas na hora que você começa a chorar, adivinha? Alguém chega em casa e você não quer mostrar que está fragilizada, pois, apesar de saber que está de TPM acha ridículo se deixar levar tanto pelas mudanças hormonais. Logo, você corre até o banheiro enxuga as primeiras e ultimas lágrimas e volta para o posto inicial como se nada tivesse acontecido.

Como se não bastasse a multidão de acontecimentos em uma única semana, você ainda tem aquela lista de funções para cumprir. Normalmente você não vê problema nenhum em cumprir com os deveres, mas durante a TPM tudo fica tão mais difícil. Agregado a sensibilidade apurada está o sono que não te deixa em paz. Eu mesma, por exemplo, hoje dormi no carro indo para a faculdade. Dormi antes da aula. Dormi voltando para casa. Dormi quando cheguei em casa e não conseguia acordar para trabalhar. Conclusão: o dia não rendeu nada.

Por consequência o acumulo de atividades intensifica o estresse e piora a TPM. O chocolate parece que acabou no mundo inteiro. Você esquece que existe pelo menos uma fruta no mundo que ajuda a melhorar os sintomas deste período, mas e daí? Sua mente só pede: CHOCOLATE! GORDURA! CHOCOLATE! GORDURA!

A decisão é ir ao lugar mais próximo, pode ser mercado, padaria, posto de gasolina, o importante é que tenha chocolate, mesmo que seja o hidrogenado (eca). A cada mordida um alívio. Pena que o moreno prazeroso (ou o branquinho) só dura um segundo. E em seguida do momento “devoramento da barra” você, mulher em TPM, já está novamente desesperada e nervosa, juntamente com a inquietude proporcionada pela grande quantidade de energia que a delícia de cacau fornece.

Como se não bastasse todo esse desespero para te aliviar, um dia isso tudo acaba. Você volta a sua forma normal e ideal, está feliz, dá conta das 300 funções que tem, e ainda consegue sorrir quando descobre que aquele filho da puta está namorando. Mas a merda é que aparecem algumas espinhas, afinal você se entupiu de chocolate, e para isso, dá-lhe make.

Homens, entenderam porque nós nunca estamos satisfeitas? Só conseguimos ficar perfeitas durante uma, ou no máximo em duas semanas de cada mês. Temos razão em sermos exigentes! E se não entenderam vão a merda, estou de TPM, estou no meu direito

26/09/2010

Alô, sinceridade?

Há uns 15 dias aconteceu uma situação comigo – que não vem ao caso comentar – e que até agora, quando lembro, me dá uma deixa angustiada, sabe? Essa semana eu pensando sobre o assunto e depois sobre outras ocorrências cotidianas, pensei que se não tivéssemos tanto medo da sinceridade as coisas seriam mais fáceis e bastante diferentes. Mas, acontece que essa falta de coragem para sermos sinceros decorre também na pouca humildade de nós em querermos escutar o que o próximo tem a dizer – mesmo que não seja do nosso total agrado.

Engraçado que por mais que você tenha intimidade com algumas pessoas ainda assim não se sente confortável em dizer todas as verdades que pensa. Afinal, acreditamos que se falarmos alguma coisa para um grande amigo, ou mesmo um familiar próximo, essa pessoa se sentirá ofendida. E de fato irá. Logo, para evitarmos aborrecimentos e constrangimentos optamos por ficarmos calados.

Ainda assim, mesmo com as pessoas que nada conhecemos e talvez por isso possamos nos sentir encorajados em dizer todas as verdades aparentes para ela, a sinceridade não é plena. Provavelmente muitas pessoas já passaram por essa situação de um alguém que acabou de conhecer e te pergunta “ah, mas de cara, o que você achou de mim?”, e daí a gente tenta fazer a conversa render e manda ver, quando na verdade seria mais educado e coerente afirmar que a nenhuma conclusão chegou.

Em outros casos, como aborrecimentos com o chefe, ou com decisões tomadas em grupo, pelas quais você discordou e achou melhor calar-se, você não está sendo sincero. De repente expor nossa opinião é válido para aperfeiçoar a ideia inicial, agregar, ou até mesmo transformá-la – nem que seja para mostrar que estávamos equivocados.
Devemos aceitar a opinião dos outros e analisar de acordo com o que nós pensamos. Claro que não devemos nos mover de acordo com o que os outros pensam de nós, mas ouvir diversas opiniões sobre um assunto ou sobre você mesmo te enriquece. A verdade dói, mas não mata.

Busque respostas verdadeiras para os “achismos” dos outros. Se o que você disse estava incoerente, estude mais o assunto. Se você não é atraente para uma pessoa, para outras sem dúvidas que é. Se não é boa para uma vaga, aperfeiçoe seu conhecimento, e com certeza outras empresas querem o seu serviço... As pessoas são diferentes, logo tem pontos de vista diferentes.

Ah, um detalhe importante é a forma como se dizer. De nada vale você resolver ser sincero, mas falar de forma grosseira. Se não gostou da sugestão do seu chefe, sente com calma e converse com ele(a). Caso a pessoa não aceite tua opinião e ela seja estúpida, não agrave a situação. Aja da forma mais tranquila e saiba que a tua parte foi feita, ainda que não tenha tido sucesso. Lembre-se de que quando o outro foi grosseiro é porque ainda não está preparado para ouvir opiniões contrárias.

A conclusão que cheguei foi que se nós nos permitíssemos ouvir o que o outro tem a dizer, isso sem dúvidas agregaria vantagens ao nosso amadurecimento, a nossa concepção das coisas, e com certeza na nossa formação enquanto indivíduo componente do mundo. Quando entramos em acordo com as outras pessoas, mesmo quando as opiniões são distintas, o prazer em colocar em prática ou se transformar é maior. E ressalto: EU penso dessa forma, você não é obrigado a concordar, mas reflita sobre o assunto.

21/08/2010

NÓS NÃO ESTAMOS APAIXONADAS!

Isso mesmo, não estamos e não pretendermos estar tão cedo (a não ser que você, homem, valha muito a pena). No final de semana passada esse assunto veio à tona, mais uma vez, entre eu e mais duas amigas. E que fique claro: esse é um recadinho para os homens!

Amados, ou melhor, amados não porque se não vocês me interpretarão mal! Vamos começar de novo:
Rapazes, quando uma mulher demonstra interesse por você isso em hipótese alguma é sinônimo garantido de que ela está apaixonada por você e que ela quer namorar, casar e ter filhos com você. NÃO MESMO. Isso é, com mais probabilidade, sinal de que ela quer saber se você beija bem e treinar fazer filinhos com você e só. Mais nada. Não é porque nós somos mulheres, infelizmente referidas como o “sexo frágil” que nós temos que nos apaixonarmos por vocês. Mas que merda!

Se a gente demonstra um mínimo de carinho isso não quer dizer nada, absolutamente nada. Muitas vezes quando uma mulher faz isso é para que você, homem burro, sinta-se poderoso e pense “Pooo, ai! Eu só chamei ela de linda e ela já gamou em mim”. Se você pensa isso, de verdade... Se mata! Ou nasce de novo. NÓS NÃO NOS APAIXONAMOS ASSIM! Nos tempos atuais as mulheres sabem que os homens são todos filhos da puta e que quando vcs, homens, aprenderam a nova utilidade do pinto tudo o que importa é gozar. E se a gente já sabe disso, meu filho, PORQUE É QUE VOCÊ ACHA QUE ESTAMOS APAIXONADAS?

Rapaziada, tá na hora de vocês perceberem que mulher só tem uma cabeça – e por isso somos muito mais inteligentes que vocês, homens burros. E que se a gente já aprendeu as estratégias masculinas, vocês precisam aprender que mulher com saia curta e um sorriso no rosto conquista fácil. Então assumam que são vocês que se apaixonam por nós, seus burros!

E outra: decidam-se! Vocês paqueram a nós, mulheres, intensamente. Nos enchem de abraços, de elogios, e deixam delicadamente claro que querem sair com a gente. Daí na hora que NÓS falamos claramente: “vamos sair hoje?”, vocês, seus burros, dão prá traz. Dispensam, inventam qualquer desculpa. Burros. Parem com esse machismo imbecil de achar que é o homem quem tem que convidar pra sair. Que merda! Aproveitem as oportunidades, afinal, não é isso que vocês querem? Ou se não querem sair com a gente, não paquera, animal!

E mais outra: se por acaso você resolve paquerar uma mulher que você conhece há anos, porque ela deixou claro isso, note com atenção a intenção das coisas que ela te diz. Esses dias fiz a cagada de pedir um amigo desse perfil em namoro - em tom de brincadeira, claro, mas tinha um fundo intencional de verdade. Eu só queria dar uns beijinhos nele. Imbecil. Ele achou que eu estava apaixonada. Isso pq depois que eu fiz o pedido, completei: “ia dar certo pq vc não ia ficar me cobrando e vice-versa, íamos namorar aos domingos, o que é ótimo, pq é o dia que tenho tempo!” E sabe o que aconteceu? O retardado achou que eu estava apaixonada. BURRO! Há quanto tempo eu te conheço para você não saber interpretar o tom da minha fala? BURRO! Isso que dá pensar só com a cabeça de baixo.

Burro. Burro. Burro. Burro. Burro.

Por isso, querido homem, se você quer se dar bem na vida trate bem uma mulher, seja divertido, educado, simpático, e se ela sorrir demais não ache que ela está apaixonada. Se você quer que ela pense mais em você, ligue no dia seguinte. Se você quer que ela se apaixone, chame-a para jantar. Mas se ela der pra você na primeira noite, se ela te ligar no final de semana seguinte, não pense em hipótese alguma que ela está apaixonada: ela só está te usando.

Quando uma mulher se apaixona, ela fica em silencio. Ela não é clara em suas intenções. Então, homem burro, lembre que as que deixam escancarado o que querem NÃO ESTÃO APAIXONADAS. E por isso, homem burro, pare de ser machista e põe esse pintinho pra funcionar direito pelo menos uma vez na vida.

Lembrem-se de que estamos no século XXI, a mulher não é mais submissa, nem frágil, nem nada do que já tivemos de ser. Nós somos espertas, e vocês são burros de não notarem a nossa evolução moral. Se liga!

22/07/2010

Democracia?

Segundo o dicionário Michaelis:
Democracia
de.mo.cra.cia.a
1 – governo do povo, sistema em que cada cidadão participa do governo; democratismo
2 – a influência do povo no governo de um Estado
3 – a política ou a doutrina democrática
4 – o povo, as classes populares

A definição do dicionário seria suficiente para dizer o que quero, e revoltar quem ler este desabafo, mas acho pertinente vomitar minhas angustias quanto a tal da democracia.

Desde que atingi a maioridade este é o segundo ano de eleição em que participo como “cidadã consciente que se preocupa com o futuro de seu país e faz questão de dar sua opinião”, optando por um novo presidente – no caso deste ano. Mas é aqui que a merda começa: eu não faço questão de dar o meu voto! E segundo: cidadã consciente? Siiiim, por isso que eu não voto em ninguém!

Como se não bastasse a OBRIGATORIEDADE do voto consciente e secreto, eu participo também da banca que ajuda à você, eleitor, a votar. Sou eu quem enxerga o teu nome no caderno, que pede para você assinar, destaca o comprovante para você. Ou então, eu soletro os números do teu título de eleitor para o presidente da mesa que fica digitando os números na máquina. Além disso, eu perco um domingo inteiro sentada numa cadeira muito menor que meu bumbum e muito mais baixa que minhas pernas, esperando você querido eleitor, ir votar no candidato de sua escolha.

Neste ano de 2010 as eleições acontecem nos primeiros dias de outubro. Outubro é um mês e meio antes de eu concluir o meu TCC. Sabe o que isto significa pessoal? Que eu to ferrada! Porque uma pessoa responsável, que trabalha, estuda, mantém sua vida social quer perder um domingo trabalhando na eleição, sendo que neste dia inteiro poderia redigir o relatório e minha reportagem?

Porque uma jovem estudante que discorda com muitas coisas feitas pelo Estado, quer COLABORAR COM O PAÍS? Se for para colaborar, eu pratico turismo, freqüento teatros, vou ao cinema! As secretarias da cultura e do turismo gostariam das minhas visitas, porque vira estatística.

Mas, voltando a obrigatoriedade de servir ao país como mesário, e ai eu não quero participar. Você vai até o devido lugar e diz: não quero mais participar! E sabe o que te respondem? “Mas o que vais justificar ao juiz?” Porque ou você participa, ou desembolsa seu salário de estagiária para pagar a multa por não ter comparecido ao local combinado, no horário devido, no dia marcado.

É nesta hora que eu retomo o conceito de democracia, analiso e penso: “sistema em que cada cidadão participa do governo, bonito isso, não? Só acho que o governo precisa ganhar um dicionário”.

15/06/2010

Homem perfeito

É o que toda mulher procura, o difícil é encontrá-lo. Como conciliar isso tudo que nós todas exigimos? Já pensei até em escrever um manual do homem perfeito, porque algumas coisas fazem a diferença, não é mesmo, meninas?

Para mim a paciência durante a TPM é fundamental. Afinal, tem mês que eu to um grude, enquanto em outros é melhor sair da minha frente. Em todo caso, o importante é não perder a paciência e estar sempre disponível a fazer os meus gostos nestes dias de péssimo humor.

Outra coisa importante é não ter ciúme dos meus amigos homens. Nossa, isso me irrita profundamente. Santa cabeça de minhoca que pensa que só porque o cara é homem ele precisa ser um paquerinha. Nada a ver, né rapazes? Amizade entre home e mulher acontece, sim. E são sempre as melhores – em sua maioria.

Um detalhe importante é roupa. Não vem falar da minha saia curta, do meu decote, da minha calça justa porque eu não vou trocar. Com certeza vocês homens conheceram sua respectiva amada vestindo alguma peça com estas características e vocês gostaram, não é mesmo? Então porque pedir pra trocar? É teu, meu filho. Aproveite - nem que seja para causar inveja nos amigos.

É de extrema importância que os homens se lembrem que não existe só cinema e a sua casa. Principalmente os que moram em São Paulo. Em SP temos o Ibira, as exposições de arte, os barzinhos, restaurantes de tudo quanto é tipo, e por ai vai... Porque Deus o primeiro encontro precisa ser no cinema? Não dá pra mudar a cara do date? Tanta coisa boa pra fazer na vida. Vamos ao teatro e depois jantar, que tal?

Nos dias que eu quiser ficar de pijama, o dia inteiro, me deixa, ta? Com certeza não é a vestimenta mais bonita que eu tenho, mas com certeza a mais confortável. Para quem passa a semana inteira enfiada em um jeans, nada melhor do que pijamas aos domingos.

Que estas dicas sirvam para todos os homens. Dizem que os homens são todos iguais, as mulheres também... então acatem aos meus conselhos e lembrem-se de que a paciência é a base.

P.S.: Se ele for argentino ajuda muito, isto é, no meu caso. (piada interna)

29/05/2010

Coisa de mineiro

Há cerca de uma semana, meus pais estavam em Minas Gerais, visitando meus avôs. Em uma das tardes, meu vô (sogro do meu pai) e meu pai estão na mesa da varanda, sentados, sem assunto. E então meu avô diz
- Mas a vida é dura, né Edmundo?
- O senhor acha, Geraldo? Não é não.
Responde o meu pai.
- É, você tem razão.
Conclui meu velho vozinho.

Literalmente, esta metamorfose ambulante. E se todo mundo mudasse de opinião na mesma rapidez que esta situação, o que será que seria do mundo? Eu no mínimo comeria mais carne vermelha e fumaria maconha, que horror. Acho que prefiro ser chatinha.

P.S.: Eu disse que comeria MAIS carne vermelha, o que não significa em hipótese alguma que eu sou vegetariana, bem que gostaria, mas sou tão fã de nuggetes!

22/02/2010

No mundo das mamães

Há quase um mês troquei de estágio. Sai da assessoria de imprensa e vim para uma revista – enfim o início de um sonho se concretizando. A revista é destinada para gestantes e mamães, aí a gente dá um monte de informação sobre coisas que eu nem imaginava existirem – como um protetor de colchão antialérgico. Desde então venho notado como é diferente e único o mundo desses seres divinos que são as mães.

Disse único no sentido de que cada mãe tem o seu mundo, e não de que é um mundo para todas as mães. Todas as mães acham que o seu filho é o mais lindo, o mais esperto, o mais sorridente, o mais bagunceiro e até o mais dorminhoco do mundo. Mas o que importa mesmo é que os filhos delas serão sempre os melhores do mundo.

E com isso eu fico imaginando que quando a gente cresce e faz um monte de coisa que chateia as nossas mães elas devem ficar tristes demais. Imaginem uma mãe que lutou a infância inteira do filho para ele ser capa da revista? Ou mesmo aquela que queria mandar a história de como o parto foi difícil ou simplesmente ver o filhotinho na seção reservada para as fotos dos nenês das leitoras... E ai a gente cresce e nem imaginava que a nossa mãe passava O perrengue pra todo mundo ver a gente e achar bonitinho.

Mas voltando para o foco inicial: mãe é uma coisa engraçada. E é como dizem: só muda de endereço. É, assim como os filhos. Todas amam seus filhos e por mais que umas e outras neguem que vão fazer tudo pelos filhos a vida toda, eternamente, nós os filhos, seremos os queridinhos da mamãe. Se a gente pedir pra ela fazer uma massagem naquele pé fedido e suado que acabou de andar o centro de SP inteiro, ela vai fazer, porque ela é mãe.

...ou não. Acho que a minha mãe não faria. Ela me mandaria ir pro banho e depois berraria pra eu levar o copo d’água pra ela no quarto enquanto ela assiste a novela das seis.

É, mãe faz tudo para o filho. (o ruim é só quando elas começam a perceber que os filhos também fazem tudo por elas. Shiiiiiiiiiiiu.... é segredo!)

20/01/2010

Moda, moda, modaaa...

As vezes gosto de me enganar dizendo que não gosto mais de moda. E que na verdade eu não sigo tendências e nem sei do nome dos estilitas, muito menos das marcas que desfilam no São Paulo Fashion Week. Mentira, tudo mentira. Hoje me peguei falando que adoro os desfiles da Triton e que o Alexandre Herchcovith é muito novo – realmente ele é aparenta ser muito mais novo do que é.

Por gosto ou influência, acaba que no inverno eu vou acabar procurando roupas com ombreiras e meia calças rendadas para usar com algum vestido descolado, com uma lã trabalhada. Vou querer um casaco cheio de plumas e uma uncle boot – porque elas são absurdamente charmosas – pena que tenho as pernas grossas demais para usá-las.

Bom, mas pra sacar que isso tudo vai ser moda sem ouvir os comentários do GNT(fashion) tem que prestar atenção no que se repete entre um desfile e outro. Os vestidos e shorts estarão com tudo, mas eu, sinceramente, acho absurdamente brega usar short com meia calça, se for pra me seguir, não vista isso, coleeega! Mas aposte num vestido simples e curto com uma meia calça trabalhada vai ficar bem legal... Bom de repente eu to bem equivocada quanto a tudo isso, mas que o look da meia calça com vestido é um charme não dá pra negar. Pelo menos no inverno foi.

Herchcovith além de diretor de criação dos modelitos da Rosa Chá, fez uma coleção dele mesmo. Ai quanto trabalho. Segundo ele o inverno será cheio de estampa, brilhos e uns babados que me remetem à família Real inglesa. Sinceramente achei o desfile dele meio brega, com exceção de uma calça larga preta, que ameeeeeeeeeeeeei. O da Rosa chá foi bem melhor.

Isso tudo pra dizer que gosto de moda! Mas sou contra a magrelice das modelos, mas isso é assunto pra outro post. E no fim, minha gente, vamos todos seguir a ditadura da beleza.

18/01/2010

A graça da agenda nova

A graça da agenda nova é a mesma de comprar roupas para fazer academia assim que se matricula na academia. No início do ano fazemos mil e uma promessas, desde perder peso até arrumar um emprego melhor. A função da agenda neste momento é de colaborar para a prática e o cumprimento das promessas de ano.

A primeira etapa é ir até a papelaria e comprar a que mais te agrada, que sempre é aquela de capa de couro, com espaço para caneta e marca página, que custa 60 reais. Mas com certeza você não vai levar esta. Então você olha aquela mais fofa, com adesivos divertidos, dias estampados e brilhantes, mas esta te remete à infância quando o seu irmão mais velho leu todos os seus segredinhos e contou para os melhores amigos dele. Começar o ano lembrando dos traumas da infância não é nada positivo. Por fim você compra a mesma do ano passado: R$ 15,00, capa dura, brochura, com frases em todos os dias da semana, mapa, conversão de moedas e hora, e todos os feriados nacionais.

O segundo passo se limita a escrever o aniversário da galera. Você abre a agenda do ano passado e reescreve, aniversário por aniversário, de janeiro até dezembro. A Jú, o Cá, a Fa, o Rafa, a Lê, a La, a Ci, a Lilu, a Gabi, o Du, a Dani, o Dani, a Rê, a Bilu, o Cadu, o Pai, a Mãe, a tia, o papagaio, a Ro, a Na, e todo mundo até o Natal. Você passa também os telefones que acha que vai precisar, como daquela assistência de GPS.

Passada a etapa dos aniversários, a terceira etapa se limita ao fácil processo de escrever os projetos e promessas do novo ano. Tem dias que você já sabe o que vai fazer, por exemplo: aniversário: festa no sítio da Cacau; Dia dos namorados: Comer 15 quilos de chocolate e sorvete. Os dias que você não sabe o que vai fazer, você planeja. Habitualmente estes variam entre a academia, o inglês, a faculdade e o trabalho. O resto você inclui.

Conforme os dias vão se passando –até fevereiro, enquanto dura a graça da agenda nova – você escreve com o maior amor tudo o que precisa fazer, até capricha na letra. Coloca o médico, nome, endereço, telefone e horário. Coloca até a cor da roupa que você precisa passar para ir no casamento da chefe do RH! Depois de fevereiro você já esqueceu da agenda, e também da metade dos aniversários dos seus amigos.

Em dezembro você percebe que só foi na academia até chegar o carnaval, que não se matriculou no inglês e que não visitou sua avó barbada mais vezes. No fim você não emagreceu, não comemorou seu aniversário no sítio da Cacau, e nem comeu tudo aquilo de chocolate no dia dos namorados, porque você arrumou um. Mas como já é dezembro você pensa: ano que vem eu faço o que faltou neste ano. Afinal, uma hora funciona a mandinga das sete ondinhas.