20/01/2010

Moda, moda, modaaa...

As vezes gosto de me enganar dizendo que não gosto mais de moda. E que na verdade eu não sigo tendências e nem sei do nome dos estilitas, muito menos das marcas que desfilam no São Paulo Fashion Week. Mentira, tudo mentira. Hoje me peguei falando que adoro os desfiles da Triton e que o Alexandre Herchcovith é muito novo – realmente ele é aparenta ser muito mais novo do que é.

Por gosto ou influência, acaba que no inverno eu vou acabar procurando roupas com ombreiras e meia calças rendadas para usar com algum vestido descolado, com uma lã trabalhada. Vou querer um casaco cheio de plumas e uma uncle boot – porque elas são absurdamente charmosas – pena que tenho as pernas grossas demais para usá-las.

Bom, mas pra sacar que isso tudo vai ser moda sem ouvir os comentários do GNT(fashion) tem que prestar atenção no que se repete entre um desfile e outro. Os vestidos e shorts estarão com tudo, mas eu, sinceramente, acho absurdamente brega usar short com meia calça, se for pra me seguir, não vista isso, coleeega! Mas aposte num vestido simples e curto com uma meia calça trabalhada vai ficar bem legal... Bom de repente eu to bem equivocada quanto a tudo isso, mas que o look da meia calça com vestido é um charme não dá pra negar. Pelo menos no inverno foi.

Herchcovith além de diretor de criação dos modelitos da Rosa Chá, fez uma coleção dele mesmo. Ai quanto trabalho. Segundo ele o inverno será cheio de estampa, brilhos e uns babados que me remetem à família Real inglesa. Sinceramente achei o desfile dele meio brega, com exceção de uma calça larga preta, que ameeeeeeeeeeeeei. O da Rosa chá foi bem melhor.

Isso tudo pra dizer que gosto de moda! Mas sou contra a magrelice das modelos, mas isso é assunto pra outro post. E no fim, minha gente, vamos todos seguir a ditadura da beleza.

18/01/2010

A graça da agenda nova

A graça da agenda nova é a mesma de comprar roupas para fazer academia assim que se matricula na academia. No início do ano fazemos mil e uma promessas, desde perder peso até arrumar um emprego melhor. A função da agenda neste momento é de colaborar para a prática e o cumprimento das promessas de ano.

A primeira etapa é ir até a papelaria e comprar a que mais te agrada, que sempre é aquela de capa de couro, com espaço para caneta e marca página, que custa 60 reais. Mas com certeza você não vai levar esta. Então você olha aquela mais fofa, com adesivos divertidos, dias estampados e brilhantes, mas esta te remete à infância quando o seu irmão mais velho leu todos os seus segredinhos e contou para os melhores amigos dele. Começar o ano lembrando dos traumas da infância não é nada positivo. Por fim você compra a mesma do ano passado: R$ 15,00, capa dura, brochura, com frases em todos os dias da semana, mapa, conversão de moedas e hora, e todos os feriados nacionais.

O segundo passo se limita a escrever o aniversário da galera. Você abre a agenda do ano passado e reescreve, aniversário por aniversário, de janeiro até dezembro. A Jú, o Cá, a Fa, o Rafa, a Lê, a La, a Ci, a Lilu, a Gabi, o Du, a Dani, o Dani, a Rê, a Bilu, o Cadu, o Pai, a Mãe, a tia, o papagaio, a Ro, a Na, e todo mundo até o Natal. Você passa também os telefones que acha que vai precisar, como daquela assistência de GPS.

Passada a etapa dos aniversários, a terceira etapa se limita ao fácil processo de escrever os projetos e promessas do novo ano. Tem dias que você já sabe o que vai fazer, por exemplo: aniversário: festa no sítio da Cacau; Dia dos namorados: Comer 15 quilos de chocolate e sorvete. Os dias que você não sabe o que vai fazer, você planeja. Habitualmente estes variam entre a academia, o inglês, a faculdade e o trabalho. O resto você inclui.

Conforme os dias vão se passando –até fevereiro, enquanto dura a graça da agenda nova – você escreve com o maior amor tudo o que precisa fazer, até capricha na letra. Coloca o médico, nome, endereço, telefone e horário. Coloca até a cor da roupa que você precisa passar para ir no casamento da chefe do RH! Depois de fevereiro você já esqueceu da agenda, e também da metade dos aniversários dos seus amigos.

Em dezembro você percebe que só foi na academia até chegar o carnaval, que não se matriculou no inglês e que não visitou sua avó barbada mais vezes. No fim você não emagreceu, não comemorou seu aniversário no sítio da Cacau, e nem comeu tudo aquilo de chocolate no dia dos namorados, porque você arrumou um. Mas como já é dezembro você pensa: ano que vem eu faço o que faltou neste ano. Afinal, uma hora funciona a mandinga das sete ondinhas.