21/02/2011

HOJE

Hoje eu acordei às seis da manhã, não consegui dormir de novo, fui pra cama da minha mãe, conversei com ela e dormi de novo. Depois acordei com o despertador do celular, às oito, levantei as 8:12, em ponto. Tomei café, era pão na chapa com suco de maracujá, de caixinha, claro – mais prático. Tomei banho, vesti uma roupa charmosinha e segui para o trabalho.

Era pra ter chego às nove e meia no escritório novo, mas me enganei. Achei que teria de caminhar 10 minutos, mas caminhei o dobro disso. Estava feliz e empolgada, mas depois me estressaram. Fiquei nervosa, pedi pra Deus segurar minha língua e meus instintos de homem das cavernas. Vi a cara do escritório novo, gostei, achei clean. Vi a chefe chorando, o chefe feliz por ver a gente feliz, fiz bagunça com o meu núcleo e comecei a trabalhar.

Li uns emails, fiz umas piadas, dei umas risadas e fui almoçar. Alô você que pagou três reais no almoço e foi feliz. Depois fui na FENAC, vi um vendedor gatinho, achei cara a capinha para o iPod e não comprei. Pensei onde poderia ter um banco, não achei. Encontrei um amigo do teatro na rua e descobri que agora trabalhamos próximos. Fiz fofoca, e voltei para o escritório.

Li uns emails, fiz três vezes a mesma coisa, porque as duas primeiras eu fiz errado, fiquei nervosa. Fiquei incomodada com o jeito que me olhavam. Fiquei mais irritada. Fui tomar água e comer um chocolate, fiz mais umas piadas e dei umas risadinhas. Descontraí e voltei ao trabalho. Comecei um texto, fiquei concentrada, entreguei o texto. Disparei uns emails. Dei alguns telefonemas. Li uns emails.

Tomei suco de manga. Li notícias. Li e respondi mais uns emails. Procurei resultados, encontrei e enviei. Li mais outras notícias. Comi goiabinha, pão e só – foi o que sobrou da inauguração do café da manhã de inauguração do escritório novo.

Estava próximo das 19 horas, baixei os últimos emails, li rapidamente. Fui ao banheiro, limpei os dentes, tomei o último copo de líquido, e desliguei o computador. Perguntei quem iria para o mesmo destino que eu, e do elevador não passava. Esperei para não descer sozinha. E segui para o trem.

Na estação, virei para ver se o trem estava vindo e três homens me olhavam. Acho que minha saia cor de rosa com bolinhas coloridas chama muito a atenção. Desliguei o iPod, peguei o livro, entrei no trem que chegou, e tinha um ser humano ouvindo música gospel em alto som para atrapalhar minha leitura. Me irritei. Andei três estações sem prestar muita atenção em Sob o Sol de Toscana, mas sim xingando muito o moço da música. Peguei o iPod deixei minhas músicas tocarem e segui a leitura.

Liguei para minha mãe, minha irmã atendeu, pedi para ir me buscar. Terminei de ler um capítulo do livro, esperei minha mãe. Agüentei uma moça estranha olhando obsecadamente para minha saia enquanto esperava até a carona dela chegar. Minha mãe chegou. Entrei no carro, contei meu dia para ela, desabafei os estresses do dia, fofocamos sobre a família e o final de semana.

Cheguei em casa, tomei um Todynho enquanto continuava atualizando a mamãe do meu dia. Liguei o computador e a TV, rezei, voltei para a internet. O telefone tocou, era minha tia querendo falar com minha mãe, passei o telefone. Minha mãe depois desligou e me dei um beijo de boa noite.

Abri o Word e comecei a escrever o meu dia. Agora vou vestir uma calça que tem motivos para chamar a atenção e vou caminhar. Tomar banho. Vestir o pijama. Escovar os dentes. Passar hidratante. Arrumar a cama e dormir.

20/02/2011

Sobre paulistanos e shoppings

Essa semana li no UOL a chamada para uma notícia que dizia que os paulistanos fogem do calor nos shoppings, com a foto de um adolescente tomando sorvete. Que ironia! Para o paulistano não precisa fazer calor para ir ao shopping.

Para os nascidos nessa metrópole, pode estar sol, chuva, neve, próximo de um meteoro, anunciar a chegada de um tsunami, ter liquidação ou não ter, ter filme novo ou não ter, ter fome ou não ter, ser sexta, domingo, terça ou quinta... Pode até chover canivete, que nós, paulistanos, vamos ao shopping. Aliás, se chover canivete, melhor, porque daí é mais um bom motivo para ficarmos dentro do centro tentador do fim do salário.

O importante é não se afastar da paisagem de concreto. O diferencial é que no shopping há o colorido dos produtos à venda, das placas que anunciam promoções ou novidades, e o perfume das lojas ou do Mc Donalds (ou ainda da pipoca com manteiga, nada saudável). De resto é concreto.

No inverno espero ler no UOL a seguinte manchete: “Paulistanos fogem do frio em shoppings”, com a foto de um casal usando cachecol e tomando um cafezinho.