21/06/2011

O açacinato da língua portuguesa

Com esse boom das redes sossiais é que a gente vê o kuanto dekadente está o estado da nossa língua portuguesa. Arrisco até diser que a gente escreve melhor o inglês do que o português, nosso indioma oficial.

Naum que o meu português seja o maix perfeito, pois bem sei que cometo minhas gafes. Mas tem algumas coizas que leio por aí que naum consigo ficar sem me kestionar: da onde foi que este ser umano axou que escreveu coretamente a tal palavra? O que mais dói no corassão é ver gente da área de comunicassão cometendo os “ingênuos” erros.

Ainda que fossem só erros de concordânsia, uma vez ou otra, eu até relevava. Errar um porque (por que, porquê, por quê), ou isso, isto, esse, este... Mas não eh, o erro eh de ingnorância mesmo. Sei que me falta muita umildade, mas gente, o mínimo que a gente pode fazer pelo bem do nosso país é falar e escrever bem.

Errar naum eh proibido. Mas nem por isso a gente precisa empacar na evolussão do conhecimento linguístico.

Um dia deces li “em quanto” (enquanto), já li “dosse” (doce), já li “As pessoas que mais fala são as que mais precisa” (as pessoas que mais falam são as que mais precisam), e um dia desses ouvi uma peçoa falando sério por telefone: “eu vou te mandar para você” (ou eu vou te mandar, ou vou mandar para você). Gente, não é porque eu me formei em jornalismo, mas dói mesmo no fundo do corassão perceber a condissão prekária da edukassão brazileira.

Hoje o mínimo que as entrevistas de emprego ezigem é um português claro e correto. Depois o povo reclama do desemprego. E depois são esses mesmos que ezigem que o Brazil tenha um presidente bilíngue, pra que se a própria populassão naum corresponde ao perfil dezejado para o prezidente?

Eu axo que o negócio é a gente promover uma manifestassão em frente ao MASP para ezigir um português mais correto nesse país. Afinal, quem eh que escreve hot dog errado? Quem é que pronuncia diet incorretamente? Todo mundo sabe ler fast food! Vamos logo americanizar o indioma, aí os erros linguísticos do nosso primeiro indioma seraum imperceptíveis aos cuidadosos.

Adolecente. Quejo. Auface. Excessão. Derepente. Prezunto. Anaum. Sigilio. Pesquiza. Cassada. Compania. Competissao. Elogiu. (e tenho certeza que tem gente que não achou os erros aqui).

P.S.: Nunca foi tão difícil descorrigir um texto

16/06/2011

Voltei a minha vida de trem

Eu sei que eu abandonei a atualização semanal desse bichinho aqui, mas foi porque, ..., porque, ..., eu não sei porque. Mas hoje eu posso afirmar que tenho uma atividade que suga meu potencial criativo, e daí na hora que eu lembro do EU QUERO QUE VOCÊ LEIA eu já to morta, cansada, deita com meu pijama novo debaixo de duas cobertas quentinhas. Sendo assim, eu acho que eu sonho com o blog.

E é isso gente, o diário da desemprega acabou e eu espero que ele só volte em uma versão adaptada como “o diário da aposentada”, ou “o diário das minhas férias no Caribe” (ai que riqueza!). Voltei para esse tal mercado de trabalho, tão necessário no meu lindo futuro e CV. E sem mais detalhes, porque eu não falo da minha vida pessoal (HAHAHAHA, maior mentira já dita nesse blog não há).

Não nasci para não trabalhar. É claro que um dia de folga é sempre bem-vindo, mas ô coisa boa ocupar a caxolinha, não é mesmo crianças? Eu também não nasci para andar de trem, ainda mais quando chove e ele ta lerdo. Mas como eu também não nasci para viver no trânsito e poluir o mundo (e ressalto que eu não dirijo, logo tudo o que eu disse é desculpa para justificar a ‘inutilização’ da minha habilitação), eu ando de trem, leio e durmo nele também.

O legal de voltar a trabalhar é que você se sente totalmente incapaz de fazer outras coisas, porque se sente no direito de retomar a fala paulistana “eu não tenho tempo”. Só porque eu levo quase duas horas em trens até o trabalho e mais duas até em casa e preciso dormir quando não estou no trem, eu acho que eu não tenho tempo para mais nada.

Mas é mentira. Porque eu leio no trem, e leio MUITO mais do que quando ficava bundando (ou passando roupa) em casa. Dá até para pensar como será aquela reportagem de conclusão do curso da USP, e o que eu tenho que levar para o teatro no sábado. É claro que se existisse o wirelles da CPTM eu seria uma cidadã mais feliz, porque ai eu resolvia tudo por email do celular (e minha tendinite agradeceria não ter que passar mais horas pós-expediente no computador).

Mas é a vida, né gente! Não vou reclamar porque, graças ao bom santo dos desempregados eu voltei a minha linda vida de trem. Com aquela gente perfumada de naftalina, porque ninguém colocou o casaco de inverno no sol, com aquela gente educada que me empurra mesmo que eu não queira entrar no vagão, e com as lindas velhinhas que tiram o meu lugar logo às sete da manhã.

Melhor que isso, só afofar o travesseiro antes de Insensato Coração.