29/09/2011

Telhado branco

Estava eu, linda e bela, no escritório lendo os meus e-mails, quando me deparo com um release “Vereador Goulart convida...” Comecei a ler porque o convite era para discutir um tal projeto de lei sobre telhado branco e isto chamou muito a minha atenção. O primeiro parágrafo do texto não falava nada sobre o que era o telhado branco. E pensava “Que p#?%a de projeto de lei é esse? Até que me deparo com o seguinte trecho:

“A proposta do Vereador se fundamenta na campanha One Degree Less, lançada no Brasil, que tem como principal objetivo a diminuição de um grau Celsius da temperatura média da Terra. Esta ação baseia-se na campanha criada pela organização Green Building CouncilBrasil, voltada para fomentar e intermediar propostas para a construção sustentável, fundada em março de 2007.”

Desacreditei. Li de novo. E me questionava com pensamentos aos berros: UM GRAU CELSIUS? UM? UM? PORQUE ESSE SEM VERGONHA QUER DIMINUIR UM GRAU? Tanta coisa pra se preocupar, para melhorar, e o Goulart focado com a cor do telhado?! O projeto de lei deve ter a mesma atenção da minha dúvida das quintas-feiras: de qual cor pinto as unhas? Continuava indignada. Li o release mais umas milhões de vezes, compartilhei o desaforo com uma amiga, e consultei o Google.

Eis que o primeiro resultado da pesquisa é: “Projeto telhado branco deve custar R$ 380 milhões”. ÓTIMO, ótimo, eu com um baita roxo na coxa esquerda causado por um acidente na estação de trem na segunda-feira e esse político preocupado com UM grau Celsius. Tanta gente precisando de R$ 380 mi para comer, para cuidar da saúde, para construir uma casa, e o Goulart querendo pintar o telhado de branco. Ô Seu Goulart, vem cá e me responde uma coisa, vai ter tinta pra isso tudo de paulistano?

Acho ótimo se preocupar com o meio ambiente, mas investe 380 milhões na limpeza do Tietê, em plantar árvores, em ciclovias para andarem menos de carro na metrópole. Mas, telhado branco? Tá com nada, hein Goulart!?

26/09/2011

Eu te ofereço um abraço

Nessa terra em que andamos olhando para o relógio, eu te proponho observar a beleza da cidade. Para contemplar a maravilha que fica o misto de prédios enormes com árvores tão antigas, ou como as luzes dos milhares de carros que formam o trânsito ficam bonitas ao lado do anoitecer do Rio Pinheiros com a Marginal, ao som de sua música preferida tocando no rádio.

Nesse pedaço de mundo em que se preocupa mais com metas a serem ultrapassadas, eu te proponho olhar para o próximo. Que tal ouvir qual é a meta daquele morador de rua que você vê todo dia na rua do escritório? Talvez um novo cobertor ou um sanduíche seja o objetivo dele no dia e com uma breve pausa, podemos nos tornar o realizador da meta de um desconhecido.

Nesse trecho de vida em que se preocupa mais com o corpo do que com a saúde e os sentimentos, eu te proponho olhar para os corpos imperfeitos. Observe como os donos desses defeitos são vencedores, como ultrapassam obstáculos como se a dificuldade do corpo não existisse. E passe a valorizar mais os “defeitos” do seu corpo perfeito.

Nessas fases da vida em que tudo o que desejamos é ter excesso dinheiro para ter muito conforto e viajar o mundo, eu te proponho olhar para aqueles que tudo o que desejam é conseguir reerguer a casa que perdeu nas fortes chuvas de verão. E ainda lembrar que muitas vítimas desses acidentes perderam seus pais, seus filhos ou outros parentes, e apesar disso continuam firmes no simples desejo.

Nesse mundo em que se anda de cabeça baixa preocupado com as responsabilidades, ou com a cabeça erguida para esconder os erros. Onde se vive olhando apenas para si mesmo, preocupado em realizar os próprios sonhos. Em que ninguém se respeita e a sua pressa, a sua fome, a sua raiva, e as suas outras necessidade vem em primeiro lugar, nesse pedaço de universo, eu te ofereço um abraço.

E espero que esse abraço seja base para transmitir a serena mensagem no começo da semana. Que ela possa ser repassada e praticada, pelo menos, para os amigos próximos e que cative uma pequena mudança no coração de quem escreve e de quem lê. E que esse abraço transforme, pouco a pouco, o cenário que vemos no mundo. Mude os pensamentos, mude suas ações.

19/09/2011

Umbigo

Os pequenos olhos, do tamanho dos olhos de um biscoito de natal, que são como bolotas de jabuticabas desbotadas, se escondem por detrás dos grandes óculos de sol quando sai no tempo quente. A proteção encobre a sinceridade, e não deixa transparecer a pressa, o nervoso, a irritabilidade e o cansaço. As lentes escuras e sem grau fazem com que os miúdos olhos enxerguem apenas o que quer. Quer ver apenas o que tem no seu próprio mundo e não o que o mundo todo quer lhe mostrar. Se cansa de tanto aborrecimento, tanto desperdício de infelicidade.

O mundo todo é triste, é nervoso e sem educação. O seu próprio mundo é embaçado, ensolarado e fresco, tem árvores, muito trabalho e estudo, e nada de estresse. Conforto e tranquilidade andam de mãos dadas em um mundo, enquanto no outro egoísmo e individualidade, que são quase a mesma coisa, se detestam, mas estão sempre juntos.

Em um mundo os pititicos olhos se sentem presos, impotentes e incapazes. Ou estão exaltados demais, ou excessivamente orgulhosos de sua própria falsa benevolência. No outro mundo a espontaneidade, nada de preocupações chatas, apenas responsabilidades boas de serem cumpridas, e excesso de disposição e organização para melhorar as coisas estão presentes.

No mundo com óculos de grau horas são perdidas com conversas a toa, risadas exageradas, sonos sem fim, preguiça, má vontade, ahhh... tanta coisa ruim que é melhor enxergar sem óculos de grau. No mundo sem os óculos de armação vermelha as horas são aproveitadas com novas palavras, novos livros, novas músicas, músicos, ritmos e velhos amigos. Boa conversa, tempo bom e muita risada para compartilhar.

Os óculos sem grau e de sol escondem ou somem com todo o excesso de coisas ruins e exaltam a auto-confiança. Necessária para seguir e acalmar a mente que, em poucos passos, voltarão a enxergar com lentes de grau, e consequentemente toda a verdade do mundo.

Meu mundo, meu umbigo. Estou mais preocupada com meu umbigo, com óculos de sol.

12/09/2011

O movimento do céu

Sento na minha cadeira amarela às oito da manhã, se não me atraso, e logo vejo o céu. Na minha frente a janela do 13º andar me mostra as nuvens, o céu azul ou o sol quente. Observo o movimento do céu enquanto penso em como começar o primeiro e mais importante texto do dia. Enquanto penso em um sinônimo para substituir uma palavra muito coloquial. Enquanto planejo as perguntas para uma breve entrevista. Ou enquanto penso nas palavras certas para responder um e-mail delicado.

Nesse tempo todo o céu de São Paulo não para. Se o dia começa cinza logo às 10 da manhã o sol me dá um tchauzinho, como quem avisa que na hora do almoço terei que tirar o casaco. Se o sol ameaça aparecer logo às oito da manhã, é bem capaz que às 10 horas ele já não esteja mais lá e eu sinta um pouco de raiva, por sentir frio em pleno meio-dia. Se o dia amanhece chovendo, o céu não se movimenta. Fica parado, cheio de nuvens, todo cinza e muito silencioso.

Mas se o sol aparece bem cedinho, eu tenho a certeza de que ele ficará lá, brilhando para mim e para todos os paulistanos até o meio-dia. Porque nessa terra em que vivemos, não podemos confiar na previsão do tempo. Se depender do céu, os paulistanos têm que estar sempre prevenidos: casaco, regada e guarda-chuva. Que saúde sobrevive a tanto movimento de céu?

Com tempo bom ou tempo ruim o céu é sempre uma boa inspiração. (Eis que está aqui no EU QUERO QUE VOCÊ LEIA). Sempre vem a calma, o sinônimo, a lembrança, a vontade de dormir no dia nublado e a saudade das praias cariocas no sol. Sempre vem a inspiração, a criatividade, o bom humor e uma vontaaaade de ficar quieta só olhando pro céu.

Acho que o céu, em geral, é um tanto melancólico. Apesar de me conceder tantas felicidades, fico sempre meio quieta, meio filosófica, meio jornalista demais – como aquela cara de “porque?”, e com um milhão de palavras novas na cabeça que eu não sei o significado de nenhuma delas. Enfim, o movimento do céu fortalece meu dia. Me concede a paz necessária para controlar esse nervosinho de pessoa que eu nasci.

08/09/2011

Os mortos do rock

Há cerca de um mês comecei a ler um livro chamado “O Livro dos Mortos do Rock”, do autor David Comfort. Conheci esse livro no ano passado na Saraiva do Shopping Vila Olímpia (porque eu sou rica) enquanto esperava tranquilamente minha amada dupla do TCC. Me apaixonei perdidamente pelo título e logo comecei a ler.

O livro conta, resumidamente, a vida de sete mortos do rock: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia. Bom, com exceção do último morto os outros me são bem conhecidos. No dia que comecei a ler o livro corri para a biografia da Janis Joplin, porque eu morro de amores pela voz dessa mulher e sempre achei ela um máximo. Achei engraçado demais quando o autor afirma que “Janis estava mais preocupada em fumar droga, cheirar droga, lamber droga e foder droga”. Uau, que louca! Apesar de eu ser bem anti coisas ilícitas achei legal demais isso – vai me entender. E santos tempos aqueles de estagiária, eu não pude comprar o livro e dar continuidade a leitura.

Meses, muitos meses depois, comprei o tal do livro. Ele continuava caro, mas particularmente não me importo em comprar livros, gosto demais. Comecei a leitura e dessa vez pela ordem, o primeiro: Jimi Hendrix. Bom, no começo achei tudo legal, a vida dele era totalmente sexo, drogas e rock’n roll. Mas chegou uma hora que isso começou a me cansar. Eu não aguentava mais ler sobre todas as overdoses, todos os surtos, todas as crises de estrela do rock, todas as traições e todas as coisas que ele achava que podia fazer, simplesmente, por ser rico e famoso graças ao rock.

Passada a frustração com Jimi Hendrix, comecei a ler o segundo morto, ou melhor, morta. Janis Joplin. Até ler que ela tinha sido mais uma drogadona, mega viciada em heroína e vodka sem problemas. Não passei a amar mais a mulher por isso, mas também não deixei de gostar da música dela. Mas nela veio a frustração parte 2 com o livro. Me perguntava: porque a biografia do Jimi É DESSE tamanho e a da Janis é desse tamanho?

Segui a leitura. Nossa, esse Jim Morrison é um ridículo! Tenho vergonha de citar aqui o que o livro me conta que ele falava e fazia no show. Você tem uma ideia de que esse cara negou a própria mãe? Ele saiu de casa por não querer cortar o cabelo, estudou o que o pai não queria, e anos depois quando a mãe foi atrás dele, ele simplesmente não deu a devida atenção para a mulher que o colocou no mundo. As pessoas que gostam dele que me desculpem, mas sinceramente, esse rapaz não tem motivos para ser amado até hoje.

Chegamos ao Elvis. Elvis não morreu! Morreu sim, por todos os seus abusos e como muito bem repetia o autor “Elvis tomava remédio para dormir, para acordar, para ter fome, para ter energia, para tudo”. Ele nem gostava de fazer sexo porque o coquetel de remédios o deixa impotente, e humildemente ele dizia que curtia apenas as pleriminares. Fora isso, um dia ele comprou uma renca de Cadilacs para presentear os amigos, sendo que nessa época ele já estava endividado. Morreu sim! E sufocado por tomar tantos remédios, estava gordo e com a língua azul.

Fim do imortal do rock fui para o John Lennon. Pensava que pelo menos esse se salvaria, mas não. Era um belo de um drogadinho e para ajudar a Yoko manipulava ele. Hein? O casal paz de amor tinha um tanto de crise e ela estava mais interessada no dinheiro e no sucesso dele? Sim, sim. Isso mesmo minha gente. E quando cheguei a essa conclusão eu parei de ler. Desisti de descobrir mais sobre as personalidades influentes do rock.

Não deixei de gostar do som, mas decidi, definitivamente, que não quero mais saber da vida de nenhum deles. Biografia passou a ser meu estilo não preferido na literatura, ainda mais se for para falar de música. Não quero saber de nada, nem ninguém. Apenas cantem para mim e, por favor, não deem vexame no palco para que eu os deteste de uma vez. (Até parece que eu to falando isso pra um bando de celebridade do rock).

Mas voltando ao foco do livro. Não recomendo, não percam seu tempo lendo isso. Há coisa melhor pra gente aprender. E confesso que fiquei tão traumatizada depois desse livro que não consegui ler mais nada até hoje. Isso porque parei de ler O Livro dos Mortos do Rock há quase três ou mais semanas.

04/09/2011

Domingo

Domingo, o dia do descanso. Domingo tem cara de preguiça, de cama, filminho, mais preguiça e tudo o que envolva fazer nada. Domingo é o dia de colocar o sono em dia, se curar da ressaca – para os que bebem – ou, para os que estudam, colocar a matéria em dia. Para os namorados, vale um dia no parque. Para os solteiros, vale um dia na cama (para dormir, óbvio). Para os velhinhos vale uma tarde no sol ou na coberta. Para as crianças vale o pega-pega, a Barbie, o carrinho ou a bola. E para todo mundo vale o Faustão.

Domingo é aquele dia que você acorda sem pressa, ainda que tenha horários e obrigações a cumprir. Domingo tudo é feito com calma, com uma preguicinha e com uma leveza sem tamanho. Estresse de domingo não dá! A roupa de domingo é leve. A cama no domingo está mais macia. O chuveiro no domingo tem a água na temperatura ideal. O domingo é quase como o dia perfeito para o descanso.

O domingo deixa de ser o dia perfeito quando você liga a TV e assiste o Faustão. Deve existir algum tipo de “macumbinha” que faz com que assistir o Domingão do Faustão te faça pensar, automaticamente, que o dia seguinte é a segunda-feira. Logo, você lembra de tudo o que deixou incompleto na sexta-feira no trabalho, ou lembra da cara feia da sua professora da primeira aula de segunda. E logo, aquela depressão clássica de domingo domina os corações brasileiros.

O futebol acabou, o seu time perdeu, o domingo passou, e agora José? Agora é fim de domingo, a cama te chama, mas o sono não vem. A sexta passou, o sábado acabou, e o domingo chegou. E agora José? E agora você que tem que enfrentar um trem cheio amanhã logo às seis e meia da manha? Agora você curte essa depressão pós final de semana enquanto conta carneirinhos para não se sentir tão cansado no dia mais detestável da vida: segunda-feira.

03/09/2011

Sábado

Sábado, eu te amo. Não há nada melhor que eu possa afirmar sobre o sábado do que admitir que é o único dia da semana que eu posso acordar a hora que eu bem entender, sem medo de ser feliz. No sábado não preciso esperar o relógio despertar, nem me preocupar com nada, nem me arrumar desesperadamente e lutar contra o tempo. No sábado o descanso é pleno.

A tarde é de teatro, mas continuo me despreocupando com a hora. Uso o relógio apenas pelo costume de ter algo no pulso, mas o sábado corre sem pressa, sem obrigações, sem estresse. O dia é calmo e o mais bem aproveitado na semana, no meu ponto de vista. A noite vai de cada sábado, uns muito agitados, outros bastante calmos. Mas todos proporcionam o descanso necessário e obrigatório do sábado.

Sábado é o dia sem leis. Você acorda a hora que quer e dorme a hora que quer. Escolhe a companhia do almoço, ou exagera na sobremesa. Abusa no decote ou no tamanho da saia, e usufrui do poder que começou a cativar láaaa na quinta-feira. No sábado a auto-confiança exala na postura feminina e a manhã, a tarde e noite é nossa. Sábado é, sem dúvidas, o dia em que nós estamos mais bonitas para aproveitar o dia sem leis – garanto.

Sábado é o dia que todo mundo mais espera, acredito. É o dia que dá para exagerar, afinal, no dia seguinte não será necessário dar satisfação a ninguém sobre seus exageros, sumiços, ou afins.

(E sábado é também o dia que a minha criatividade menos funciona)

02/09/2011

Sexta-feira

Sexta-feira, o Brasil te quer. Após longos quatro dias de desespero, nossa queridinha sexta-feira chega. Sexta é o dia que todo mundo está animado, desde a população que ocupa todos os espaços do trem até o seu chefe. Sexta é o dia de rir de si mesmo, de contar piadas e assumir aquela verdade nunca dita para divertir os coleguinhas. Sexta-feira é o dia que pode tudo: trabalhar muito ou pouco, liberar geral ou ter muito equilíbrio, comer demais ou de menos (independente do que você coma. Ops, falei!). Faça o que quiser, de acordo com os seus princípios ou necessidades.

Na sexta-feira o dia amanhece querendo descanso. Mas, por ser um dia mais descontraído a gente nem reclama de ter que sair da cama. As mentes estão mais leves, pois sabem que em breve chega o dia de pensar em nada: o sábado. Sexta é dia de aproveitar mucho, que seja a noite de festa ou a noite de sono.

Sexta-feira é o dia que serve como justificativa. Porque está feliz? Hoje é sexta! Porque está cansado? Hoje é sexta! Porque está distraído? Hoje é sexta! Porque chegou atrasado? Hoje é sexta? Porque você chegou mais tarde em casa? Hoje é sexta? Porque não avisou que ia demorar? Hoje é sexta! Porque você não leu o EU QUERO QUE VOCÊ LEIA? Hoje é sexta!

Sexta ou é o dia de fazer o de sempre ou inovar sempre. Ou você faz um happy hour todas as sextas, ou você sai com mulher numa sexta, noutra com homens, noutras sai sozinho, vai no cinema, no bar, no teatro, na pizzaria, para a aula... Sexta-feira, pode tudo. Desde que o objetivo seja único: relaxar.

A sexta-feira é esperada, mas mais do que ela é a noite de sexta. A noite do último dia útil da semana representa a entrada do final de semana nas nossas vidas. E por isso esse momento do dia tem que simbolizar o descanso aliado à diversão. Afinal, como já canta Ana Cañas: e caso eu fique viva, eu só quero é diversão.

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Em algumas sextas de lua crescente, é sexta de cortar o cabelo. Corei o meu hoje e ficou assim:



Tipo Samara. Hahahaha.


01/09/2011

Quinta-feira

Quinta-feira, Jesus te ama e eu também. Acordei com vontade de dormir, mas isso não é diferente em dia nenhum na semana. Acho que sou alguma espécie de antepassado dos ursos. Mas meu amor por dormir não vem ao caso. O que importa mesmo é que quinta é o dia em que a felicidade reina em todos os seres cansados do mundo. Por mais desgastado que você se sinta, a quinta-feira é um dia para levantar a cabeça e afirmar com orgulho: o final de semana está próximo. E assim seguir na marcha pelo descanso no final de semana.

Quinta-feira é o dia que você mais trabalha. Isso porque você se sente mais cheio de energia –ainda que cansado já por tudo o que a semana te causou, repito. Então, você cumpre seus deveres, adianta o que dá, manda sugestões para o chefe, envia entrevistas para as assessorias (bom, eu faço isso, vocês eu já não sei), cobra as outras assessoras, come um biscoitinho com café no meio de tudo isso e suspira: ahhh, quinta-feira.

Para as mulheres, quinta-feira é o dia de começar a planejar o final de semana. Pensar ou fazer as unhas, planejar o cabelo, combinar com as amigas qual vai ser a da sexta à noite, provocar um gatinho pra te chamar para sair na noite de sábado e se sentir poderosa para os próximos dias. A quinta-feira para os homens se resume a sexo, cerveja e futebol. Futebol para comentar o que aconteceu na noite de quarta; sexo porque os homens tem que se sentir os mais-mais que pegam todas as menininhas (para não ser mais clara); e a cerveja para dar a coragem de realizar o segundo item. (Mas eu também não nasci homem, então estou no meu direito de estar equivocada).

Então, chega a noite da minha quinta-feira. Sigo para meu sagrado ritual semanal de fazer as unhas, bato aquele papo de salão e de mulherzinha, e me sinto, enfim, preparada para enfrentar a amada sexta-feira.



Foto da unha na cor "Besouro", que a minha mãe chamou de "metalica".

P.S.: Falando em mãe, esses dias ela me viu atualizando o blog e disse "Escreve aí a piada que eu te contei hoje". Lá vai: o que é um pontinho vermelho na porta? ...Uma maçã..neta. Contei certo, mãe?