15/12/2011

Há um ano... Eu me formava!

Talvez esse texto não tenha para você a mesma importância, o mesmo sentido e o mesmo significado que ele terá para mim. Talvez você nem entenda as coisas que eu escreverei. Mas, para você não ficar tão perdido assim, você já jogou o seu chapéu da formatura bem alto? E nesse momento pulou, abraçou e comemorou a formação acadêmica? Ou melhor que isso: você já apresentou seu TCC?

A sensação de apresentar o TCC é a pior e a melhor de todas. É a melhor porque você –eu e a Juju- fica o ano inteirinho lendo tudo TUDO sobre o assunto que vai defender, e a apresentação simboliza o término da sua especialização no tema. E é a pior, porque você morre sim de dor de barriga, ansiedade, funiquito e todo o resto até saber se está aprovado ou não.

Há um ano, exatamente dia 15 de dezembro de 2010, a Giulias e eu vivamos esse momento. A manhã estava fria, eu vestia meu casaco azul marinho, e a Giulia estava de camisa branca, correspondendo ao seu calor sem fim. Nossos pais, irmãos e amigos disfarçavam, mas estavam sim mais ansiosos do que nós. O desespero foi tanto que a gente apresentou nosso suado trabalho sobre Gastronomia Hospitalar em 15 minutos, ou menos. O que gerou o primeiro comentário da banca: 15 minutos é pouco para um trabalho tão extenso! Mas a gente falou tão tão tão rápido que deu no que deu. O que deu foi alívio, felicidade, muita comemoração. E a quarta nota nove pelo TCC.

Ainda me lembro com detalhes da apresentação e de todas as emoções. Do quanto eu falei rápido, do quando a Giulia tremia (hehehe), do quanto a gente sentia frio-calor-frio-calor-frio, e medo. E se alguma coisa desse errado? A gente provavelmente teria berrado: PAIÊEEEEEEEE, VEM ME SALVAR! Tudo deu certo, e me lembro da satisfação e da felicidade sem fim que isso me causou.

Sou capaz de sentir todos os mesmos bons sentimentos da data. Lembrar do sorriso do professor da banca, de ouvir apenas uma crítica da professora mais temida do curso, e lembrar do sorriso imenso da orientadora, da minha família e da Giulias.

Hoje a gente completa um ano de formação. E 2011 é o nosso quinto ano de amizade. O que não nos falta é história pra contar, só as do TCC renderiam um livro. As da faculdade mais um. E se a gente colocar no papel todos os nossos planos dá mais um livro. Bom, “Giulias e Lele, a história de nossas vidas”, dá pra fazer uma série!

08/12/2011

Em que você gasta 3 reais?

Você pode comprar uma coxinha, uma coca cola, algumas balas ou até pares de brincos. Mas eu, e muitas, MUITAS, outras pessoas também gastam com a passagem do transporte público. Por dia são exatos R$5,80 – isso quando eu só vou trabalhar. Com seis reais dá pra fazer muita coisa. Em dois dias economizados do passeio com transporte público, eu poderia comer no McDonald, ir no cinema, ou comprar uma blusinha na promoção da Marisa. Mas não. Eu e grande parte da população paulistana, gastamos esse dinheiro com o transporte público.

Os seis reais são gastos para aproveitar um transporte de péssima qualidade. Que se não é pela sua péssima condição de uso, é pela sua super lotação ou ainda pela ineficiência da velocidade do veículo.

Logo cedo perco mais de 15 minutos na fila para, enfim, gastar os primeiros quase três reais do dia. E depois de pago, perco quase meia hora esperando o trem. E depois que ele chega, perco mais 10 minutos esperando o trem sair. E depois mais de 40 minutos para andar 12 estações. E depois disso perco mais 20 minutos entre baldeações e a espera do metro, além do trabalho infinito pela paciência.

Como se não bastasse o tempo perdido, ainda tenho (eu e a parte da população que usa o trem) que aguentar gente sem educação. A super lotação a gente até faz de conta que entende, mas a má educação NÃO! Essa semana suportei durante 10 estações as cotoveladas de uma mulher, sendo que eu não tinha feito nada para ela. Ou melhor, eu até fiz. Eu pedi licença para ela. Eu fui educada e em resposta recebi cotoveladas às sete da manhã. Sem contar os homens tarados que acham que nós mulheres somos obrigadas a suportar a necessidade sexual deles. E sem falar no guardinha, que tá vendo que o trem tá entupido e ainda pede “dá um passinho pra trás, por favor” para que a porta feche e o trem siga.

Daí, quando a gente vê uma melhoria chamada LINHA 4 – AMARELA e acha que a nossa vida será resumida em 30 minutos de um extremo a outro da cidade... Doce ilusão! Desde que a Amarela nasceu, a Esmeralda só piorou! Agora se cai um pingo d’água em São Paulo, não é só o trânsito que para, a linha Esmeralda também. O cidadão é obrigado a suportar mais de 20 minutos parado entre uma estação e outra, dentro de um trem que pode ser apelidado de “lata de sardinha a vácuo”, com um ar-condicionado ineficiente. No fim, o brasileiro, sempre bem humorado, faz amizades, ri da situação e compartilha o suor e o fedor. E o nosso prefeitinho, o ministro do transporte, e todos os outros responsáveis pelo desconforto do transporte público, continuam recebendo auxílio gasolina, auxílio jatinho, auxílio iate, auxílio foguete...

Ano que vem tem eleição. Pensa bem no que você vai fazer com o seu votinho.

07/12/2011

Irmãs Dal’Jovem sofrem ataque de lagartixa

Na manhã desta quarta-feira (07) as irmãs Larissa e Letícia Dal’Jovem foram despertadas por uma largatixa. De acordo com as vítimas o animal mais parecia um jacaré. Enquanto Letícia abria o armário para escolher uma roupa para ir trabalhar, Larissa, ainda na cama, diz tranquilamento para a irmã “Olha, uma lagartixa!”. Atenta, a caçula ficou observando a bichinha e não sabia se se defendia, se matava a lagartixa ou se escolhia a roupa.

Alguns segundos depois, a irmã mais velha diz que o animal saiu por de trás da porta e foi para o corredor da casa, foi quando Letícia puxa a porta e vê que a lagartixa continuava pelo quarto. Letícia acende a luz e continua desesperada. Foi neste momento que a lagartixa andou rapidamente pelas paredes do cômodo e terrorizou as irmãs. No mesmo segundo, Larissa teve a brilhante ideia de sair pela janela do quarto, enquanto a Letícia ficou se f***endo, e escolheu sua roupa em três segundo. No momento da fuga, a caçula ainda lembrou de pegar o sapato, o celular, o relógio, o óculos, os anéis e o bilhete único.

O caso foi resolvido quando a mãe das meninas chegou na área e riu muito. “Mãe, você não ouviu a gente berrando?”, questionou a caçula, em resposta a mãe disse que sim, e completou: “mas vocês são tudo doida”. Tempos depois foi verificado que a lagartixa não estava mais no quarto das irmãs. Ninguém ficou ferido e a lagartixa continua em seu habitat natural, a residência da família Dal’Jovem.