03/02/2014

Madalena

O que é que a gente escreve quando vai se despedir? Copia o Roberto Carlos e diz: são tantas emoções?  Sou péssima quando preciso dizer tchau. Herdei do meu avô. Quando as pernas dele eram boas, no final da estadia na casinha dele, lá no final de Minas Gerais, ele sempre dava um jeito de sumir bem cedinho, antes de partirmos para estrada. E agora é minha vez. Logo agora que essa tal de Madalena me pegou de jeito, me fez apaixonada todo dia, toda noite.

Até logo, Madalena.  Obrigada por tudo! Você me fez viver.
Obrigada pelo trabalho que me deu, pelos amigos. Tive de você o seu prédio mais bonito. Também tiveram as cervejas, as risadas e os segredos divididos. Ah, se Madalena falasse!

Já são sete dias sem você e essa saudade parece que mata. Que falta me faz andar na rua a procura de cada detalhe, encantada com essa sua mania de cor que dá vida e de gente com sorriso bonito que segue leve pela Fidalga. Agora é só saudade. Uma saudade danada dessa parte colorida da cidade cinza.

Ô Madalena, me leve de volta. Ou não tire de mim tudo o que me cativou.
Até logo, Madalena. Não me demoro.